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Segunda reunião Conselho Consultivo do HIDS – 18/12/2019

ATA DA SEGUNDA REUNIÃO DO CONSELHO CONSULTIVO FUNDADOR DO HUB INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – HIDS

Aos dezoito dias do mês de dezembro de dois mil e dezenove, às dezessete horas, na Pontifícia Universitária Católica de Campinas, na sala de reuniões do prédio da Reitoria, situada na Avenida Reitor Benedito José Barreto Fonseca, 355-371, Bairro Parque dos Jacarandás, no Município de Campinas, Estado de São Paulo, fizeram-se presentes as seguintes entidades, e seus respectivos representantes, para a Segunda Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do HIDS: Prof. Dr. Marcelo Knobel, na condição de reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); o Prof. Dr. Germano Rigacci Junior, na condição de reitor da Pontifícia Universitária Católica de Campinas (PUC-Campinas); o senhor Júlio Cézar Rodrigues Martorano, na condição de assessor executivo, representando o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD); o senhor Paulo Roberto Dallari Soares, na condição de vice-presidente da TRB Pharma; o Prof. Dr. Rui Henrique Pereira Leite de Albuquerque, na condição de assessor da diretoria geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); o senhor Rodrigo Coelho Sabbatini, na condição de diretor da Faculdades de Campinas (FACAMP); o senhor José Franklin Gindler, na condição de presidente da Cariba Empreendimentos e Participações; o Prof. Dr. Américo Ceiki Sakamoto, na condição de secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, representando o Governo do Estado de São Paulo; o senhor Carlos Prax, na condição de diretor do Centro de Tecnologia da Cargill América Latina, o senhor André von Zuben, na condição de Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, representando o Prefeito Jonas Donizette; a senhora Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, na condição de chefe geral da Embrapa Informática; o senhor Roberto Soboll, na condição de superintendente do Instituto Eldorado; o senhor Arly de Lara Romeo, na condição de diretor presidente da Sanasa.

Os convidados: Prof. Dr. Marco Aurelio Pinheiro Lima, diretor da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI) da Unicamp, na condição de coordenador do HIDS; Prof. Dr. Marcelo Pereira da Cunha, professor do Instituto de Economia da Unicamp, na condição de assessor da DEPI; Prof(a). Dr(a). Maria Gabriela Caffarena Celani, professora da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, na condição de coordenadora da componente “Master Plan”, do HIDS; Prof. Dr. Pe. José Benedito de Almeida David, na condição de vice-reitor da PUC-Campinas; o Prof. Dr. Ricardo Pannain, na condição de pró-reitor de administração da PUC-Campinas e o Prof. Dr. Josué Mastrodi Neto, professor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas, na condição de coordenador da componente “Modelo Jurídico”, do HIDS.

Foram convidados e não compareceram o senhor Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia e o senhor José Ricardo Farah Nassif, diretor da escola Sabis Internacional.

Iniciados os trabalhos de abertura da segunda reunião ordinária do Conselho Consultivo Fundador do HIDS, o professor Germano Rigacci deu as boas-vindas e agradeceu a presença de todos, lembrando da importância de oficializar a criação do Conselho Consultivo Fundador do HIDS para incrementar as ações que vão consolidar o projeto na cidade.

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, tomou a palavra e solicitou aos presentes sua apresentação individual, indicando a entidade a qual representavam. Posteriormente, ele listou aos demais conselheiros e representantes os tópicos da pauta para a reunião: 1. o Termo de Cooperação (TC) de apoio ao HIDS, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e 2. a minuta de proposta de um convênio entre todas as instituições para criar o HIDS. Ele acrescentou que o objetivo desse Convênio é que seja possível estabelecer critérios de governança, tomar decisões e dar concretude ao projeto. Uma vez conhecida a pauta do dia, Knobel passou a palavra para o professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, coordenador do HIDS.

O professor informou que o TC do BID, para a elaboração do planejamento do HIDS, foi aprovado internamente no Banco e enviado à Unicamp. O documento foi encaminhado a todos os conselheiros para conhecimento. Ele lembrou que o BID está destinando US$ 1 milhão a fundo perdido, que a Unicamp é apenas beneficiária do convênio, não podendo receber nenhum recurso diretamente. Ele explicou que o projeto de planejamento do HIDS foi dividido em seis componentes e que as instituições que compõem o Conselho serão convidadas a indicar representantes para participar dos grupos de trabalho de todas as componentes. São elas: 1. Patrimônio (ambiental, histórico e arqueológico); 2. Modelo jurídico/governança: sob coordenação da PUC-Campinas. Essa componente tem grandes desafios já que ela deve resultar em uma lógica de proteção do master plan, um assunto que dependerá também da Prefeitura Municipal de Campinas e que, eventualmente, resultará em uma proposta de lei que será submetida à Câmara Municipal de Campinas. Essa componente vai construir um modelo jurídico de proteção do master plan, considerando que esse é um projeto de longo prazo, que tem que sobreviver à mudança de prefeito, reitor etc. A coordenação jurídica tem outro desafio: criar um modelo capaz de alavancar a criação de laboratórios vivos em torno do tema desenvolvimento sustentável. O professor Marco Aurelio deu como exemplo dessa lógica a Sanasa, que poderá experimentar novas estratégias de distribuição de água, coleta de esgoto e reúso da água no território do HIDS. Ele contou que uma das iniciativas da Sanasa, já em andamento nesse sentido, é a criação do Centro da Água, dentro da Unicamp, em parceria com a FAPESP. O professor reforçou que a criação desses laboratórios depende de estabelecer uma boa regra do jogo, uma governança bem estruturada e que o trabalho dessa componente deve resultar em uma minuta de que permita criar esses laboratórios vivos e fazê-los funcionar dentro da estrutura do HIDS. 3. Master Plan: essa componente demanda estabelecer o conteúdo/projetos que poderão ser desenvolvidos no HIDS antecipadamente; 4. Avaliação de impactos das decisões: quando se fala em criar um Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, é preciso ser capaz de entender se aquela decisão é efetivamente sustentável; 5. Modelo de Negócio: a intenção é que cada uma das instituições, incluindo o próprio Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Campinas, defina o seu modelo de negócio para esse distrito. A partir daí o grupo de trabalho dessa componente deve trabalhar em um modelo de negócios transversal. Em outras palavras, a ideia é conseguir dar uma razão especial para estar no HIDS, ter um modelo de negócios que destaque a sinergia desse ambiente. Essa construção depende de muito diálogo. O principal produto da Unicamp, por exemplo, são os recursos humanos. No caso da PUC-Campinas, acontece a mesma coisa. Ter acesso a esse capital pode valorizar o território como um todo. 6. Comunicação: articular a comunicação entre e de todas as instituições para criar uma lógica que funcione no distrito.

Marco Aurelio informou, ainda, que a assinatura do convênio com o BID vai acontecer na próxima reunião do Conselho Consultivo, que todos os conselheiros terão acesso aos detalhes do TC, que está sendo traduzido para o português pelo BID. Ele também destacou que o fundo do BID que está apoiando o HIDS é um fundo coreano e que isso impõe algumas condições e características para utilizar o recurso. Nem todas as componentes terão apoio direto do fundo, por isso outras fontes de financiamento terão que ser acionadas para complementar o projeto de planejamento do HIDS. Além disso, o valor do recurso não é suficiente para um projeto tão complexo, sendo assim, esse master plan só vai se tornar uma realidade se houver apoio de todas as instituições, não apoio financeiro, mas pessoas trabalhando para construir o master plan em todos os seus aspectos. Marco Aurelio também informou que o convênio do BID tem duração de dois anos. Nesse sentido, o primeiro desafio é que no próximo ano teremos eleição para prefeito e um projeto como esse, se não estiver minimamente consolidado, se não for construída uma lógica de transição, a chance de o projeto acabar é muito grande. Uma das propostas é preparar uma minuta de lei que poderá dar proteção a esse assunto. A ideia é que isso seja feito ao longo de 2020 e que possa ser submetido à Câmara Municipal de Campinas na próxima gestão. Ele lembrou, no entanto, que já foi feita uma apresentação do HIDS na Câmara e que o projeto foi bem recebido, especialmente porque ele tem, em seu eixo principal, a sustentabilidade. Para o coordenador do HIDS, não haverá resistências conceituais ao projeto. Entretanto, a complexidade de criar um distrito sustentável é enorme. A começar pela infraestrutura, onde há grandes desafios para construir algo flexível e inovador. Sobre a Lei de Zoneamento, o professor Marco Aurelio destacou que a Prefeitura de Campinas fez um esforço muito grande para adiar a proposição dessa lei, a despeito de todas as pressões que naturalmente o poder público sofre nessa área. Isso vai permitir que essa lei, quando for publicada, esteja alinhada com os princípios do master plan, induzindo o que queremos para esse território. Outro desafio é construir uma lógica para atrair instituições e empresas para o HIDS. Ele lembrou que a estratégia que resultou no Ciatec 2 (Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas), uma empresa municipal, conseguiu proteger a área, atraindo algumas empresas como a Cargill e a TRB Pharma, mas que não houve uma densificação que resultasse em um grande parque industrial. O HIDS tem potencial para atrair novos atores para a área, mas será preciso um conjunto de regras de governança que terá que ser construída por esse Conselho, com a participação do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de Campinas. Ele lembrou, também, que atualmente a Ciatec está sendo administrada pela IMA (Informática de Municípios Associados). Disse, ainda, que o Conselho Consultivo Fundador do HIDS não tem caráter deliberativo, mas consultivo, e que, a despeito disso, por conta da força e relevância das instituições presentes nesse Conselho, ele deve ser capaz de induzir essa governança. Em relação ao conteúdo do master plan, ele contou que a Unicamp fez um grande exercício buscando identificar que conteúdos a comunidade gostaria de ter no HIDS. O resultado dessa pesquisa está disponível no site do HIDS. A Faculdade de Medicina, por exemplo, sugeriu um hospital que destinasse o lixo hospitalar de maneira sustentável e eficiente. Ele destacou que, a despeito das várias ideias que têm surgido, ainda não há um pacote fechado do conteúdo do HIDS. Então, ele convidou todas as instituições que compõem o Conselho a refletirem sobre esse tema: qual o laboratório vivo seria interessante para minha empresa/instituição? Essas reflexões devem fornecer as condições de contorno para que a equipe do master plan, coordenada pela professora Gabriela Celani, possa trabalhar de maneira alinhada com os desejos de todos os atores. Finalmente, ele afirmou que outro aspecto muito importante, que vai fortalecer esse distrito, é a sinergia entre as instituições, isto é, estabelecer um ambiente capaz de atrair atores (empresas, instituições, empreendedores) para a região, de modo que eles enxerguem lá vantagens advindas do conjunto das instituições que estão presentes e que o convênio entre as instituições é a melhor maneira de começar esse assunto.

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, retomou a palavra para apresentar o secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Américo Sakamoto, que compareceu representando a Secretária de Governo, Patrícia Ellen; a senhora Silvia Massruhá, chefe geral da Embrapa Informática e Carlos Prax, diretor de P&D para América do Sul na Cargill. Em relação à assinatura do convênio com o BID, ele sugeriu agendar uma data para isso e tentar trazer o governador para esse evento para que ele conheça o projeto. Ele afirmou que a presença do governador também é uma boa estratégia para atrair atenção da mídia. Sobre o convênio com o BID, Knobel lembrou que, na primeira reunião do Conselho, o formato desse convênio ainda não estava claro. Ele informou que esteve em uma reunião na sede do BID, em Washington (EUA), onde vários pontos foram esclarecidos. Será necessária a contratação de uma empresa coreana para coordenar a elaboração do master plan. Ocorreu uma negociação para que o Conselho não perca o protagonismo no processo de elaboração. Após argumentação sobre a importância de a PUC-Campinas coordenar a construção do modelo jurídico, o Banco concordou em contratar diretamente a PUC-Campinas para esse trabalho. Haverá, ainda, um gerente – externo à Unicamp – para a coordenação das demais áreas. Knobel destacou que o recurso do BID possibilitará iniciar os trabalhos, além de ser um selo para o projeto. No entanto, será necessário mobilizar outros agentes – como o BNDES, FAPESP, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, entre outras – para outras fontes de financiamento com o intuito de dar continuidade ao projeto. Marcelo Knobel mencionou, também, que a simples menção ao projeto têm despertado interesse de empresas e instituições, mas que a principal dúvida delas é como participar. Ele deu como exemplo o interesse da CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de construir uma nova sede no território do HIDS. Ele também mencionou que no TC do BID está prevista uma visita à Coreia do Sul para conhecer projetos e tecnologias de cidades inteligentes e registrou um agradecimento especial à Vanderléia Radaelli, especialista líder em ciência, tecnologia e inovação do BID, também ex-aluna da Unicamp, pelo seu esforço para consolidar o apoio do BID ao projeto. Ele sugeriu ainda que, independentemente da assinatura do Convênio entre as instituições e do TC com o BID, as instituições busquem iniciar projetos que possam carregar o selo do HIDS. Ele deu como exemplo projetos da Cargill em parceria com a Unicamp, que podem dar densidade ao projeto e atrair outras empresas e parcerias. Há muitas oportunidades. Para isso é fundamental que as instituições tenham um responsável para acompanhar o andamento do projeto do HIDS e para fazer o assunto andar e crescer nas instituições. Outro exemplo nesse sentido está acontecendo na Unicamp. Há alguns anos, uma área da universidade foi cedida para o corpo de bombeiros construir uma sede, mas somente no final de 2019 eles procuraram a Unicamp interessados em iniciar a obra. Pensando que poderia ser uma oportunidade tanto para o HIDS quanto para o corpo de bombeiros, o professor Marco Aurelio sugeriu a eles pensar em um projeto mais ousado, alinhado com os princípios do HIDS. Marcelo Knobel sugeriu aos conselheiros começarem a direcionar novas ações que já possam impactar o HIDS, dando ao projeto densidade e tornando-o mais conhecido.

O reitor da Unicamp, então, passou para o segundo assunto da pauta, a minuta de convênio de criação do HIDS. Ele explicou que o documento enviado para todos os conselheiros é uma primeira versão, com caráter mais genérico e simples sobre o formato do convênio. Ele sugeriu, então, que todos se inteirassem do conteúdo e fizessem sugestões, consultando os respectivos departamentos jurídicos. As sugestões devem ser enviadas até o final da primeira quinzena de janeiro. A compilação final do documento ficará sob responsabilidade do professor Josué Mastrodi, da PUC-Campinas, que coordena a componente do Modelo Jurídico do HIDS. Nesse momento da reunião, o senhor Franklin Gindler, presidente da Cariba, tomou a palavra para fazer uma pergunta sobre o TC do BID buscando entender qual será o nível de ingerência dos coreanos na elaboração do master plan e quais seriam as condicionantes que resultam do apoio deles ao projeto. Marcelo Knobel explicou que o BID é um banco de desenvolvimento que trabalha nos moldes de outros bancos dessa natureza, levantando fundos e emprestando recursos para governos. O Banco tem fundos internacionais específicos para a área de inovação e cidades inteligentes e enxergou no HIDS uma oportunidade. No caso do fundo coreano, imagina-se que eles tenham interesse em introduzir na cidade tecnologias na área de IoT e 5G. Ele mencionou que foi uma surpresa para a equipe do BID saber que os recursos não poderiam vir diretamente para a Unicamp e que uma empresa coreana é que ficaria responsável por elaborar o master plan. Não se sabe, ainda, como será essa dinâmica, mas acredita-se que a coordenação do BID deve ajudar a intermediar essa relação.

O professor Marco Aurelio tomou a palavra para dizer que explicou para a líder do projeto no BID, Vanderléia Radaelli, que a única chance de o projeto dar certo é manter o protagonismo das instituições do HIDS nas seis componentes e que ela garantiu que isso vai acontecer. Ele também afirmou ter consciência de que existem interesses comerciais por parte dos coreanos e que teremos que lidar com eles. Para o que não funcionar na parceria com os coreanos, teremos que buscar outras formas de fazer acontecer, mas não podemos perder de vista que o financiamento do BID funciona como um cartão de visitas.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Campinas, André von Zuben, tomou a palavra e explicou que o BID trabalha com financiamentos convencionais e que é comum que alguns fundos se associem para fazer algumas operações. O fundo coreano que está apoiando o HIDS não tem estrutura administrativa no Brasil e funciona como um funding, sendo que o BID é um avalista. Ele acrescentou que é óbvio haver interesses comerciais nos projetos que está patrocinando, mas que o importante é que não há nenhum tipo de vínculo ou obrigação. A garantia principal é que esse master plan só vai ter função prática se ele virar lei de zoneamento, ou seja, ser aprovado pela cidade. Ele concluiu dizendo que, por isso, é fundamental construir um bom master plan para ter uma boa legislação.

O senhor Flanklin Gindler questionou, então, como está sendo a gestão da Ciatec pela IMA.

André von Zuben explicou que a IMA era uma empresa voltada para a área de software, mas que assumiu duas outras funções, ser uma incubadora e gestora do parque tecnológico que era anteriormente administrado pela Ciatec. Ele não soube dizer se haverá alguma alteração no regimento da IMA para acomodar essas novas funções.

Marcelo Knobel questionou qual era o status atual da Ciatec.

André von Zuben respondeu que o parque tecnológico continua funcionando e que esses papéis serão rediscutidos no âmbito da Prefeitura.

O professor da PUC, Josué Mastrodi, tomou a palavra para dizer que, embora uma lei tenha sido publicada para fazer essa transferência de funções, não ocorreu alteração estatutária na IMA para oficializar isso.

André von Zuben disse que essa mudança está em processo e que é importante incluir a IMA na minuta de convênio para criação do HIDS.

O reitor da PUC-Campinas, Germano Rigacci, tomou a palavra para destacar que mesmo que seja elaborado um bom master plan, ainda há um risco de a legislação ir em sentido contrário e que isso não está no controle do Conselho. Para minimizar esse risco, ele sugeriu incluir legisladores nos grupos de trabalho do HIDS.

André von Zuben retomou a palavra e explicou que isso tem sido feito e que, para um envolvimento maior dos vereadores, é preciso ter algo mais concreto e detalhado.

O professor Marco Aurelio tomou a palavra e explicou que esteve com o procurador do Estado de São Paulo, Rafael Fassio, para entender como a Lei de Inovação pode beneficiar o HIDS, especialmente no que tange à atração de empresas, como aconteceu no Vale do Silício, Califórnia (Estados Unidos), quando a Universidade de Stanford teve esse papel de construir um modelo bem-sucedido de interação com empresas. O procurador sugeriu que seja construído outro convênio, exclusivo das entidades públicas envolvidas no HIDS, para alavancar esse processo. Isso porque considerando que a cidade tem que abraçar o projeto a ponto de induzir a lei de zoneamento, um convênio onde seja registrado o interesse do poder público (esferas municipal e estadual) de escrever a lei de zoneamento para atender a esse master plan, antecipando de forma oficial o que as esferas públicas estão pensando para esse território. Ele se colocou à disposição para ajudar a construir essa ideia. Sobre a minuta de convênio da forma como está, o professor Marco Aurelio reforçou que é uma versão inicial que deve receber sugestões de todos os conselheiros.

O presidente do Instituto Eldorado, Roberto Soboll, sugeriu concentrar a compilação das sugestões em uma pessoa do grupo.

O professor Marco Aurelio afirmou que o professor da PUC-Campinas, Josué Mastrodi, será a pessoa responsável por receber todas as sugestões e gerar a versão final.

Josué Mastrodi tomou a palavra e respondeu que o documento que foi encaminhado para os conselheiros já é a oitava versão, resultado das discussões internas da equipe do HIDS. A ideia é que o documento também seja discutido internamente nas demais instituições e que receba outras modificações.

Marcelo Knobel retomou a palavra para apontar que os dois assuntos da pauta já tinham sido discutidos, que o grupo tinha feito avanços na compreensão do papel do BID no convênio e que o Banco será a única fonte de financiamento do projeto. Para ele, a partir do momento que os grupos de trabalho forem constituídos, que a governança e o modelo de negócios estiverem mais consolidados, outras oportunidades vão surgir. Ele deu, como exemplo, uma reunião com representantes do consulado americano, que aconteceu durante o Inova Campinas Trade Show, em outubro, em que eles manifestaram interesse no HIDS e afirmaram que teriam recursos para investir. Certamente há outras oportunidades em nível internacional como, por exemplo, na China e Israel e tem também as oportunidades locais que ainda não foram exploradas, como o BNDES e a Finep.

Para dar outro exemplo, o professor Marco Aurelio pediu a palavra e contou sobre uma apresentação do HIDS para a diretoria de inovação da multinacional americana 3M. Nessa empresa e também em outras, onde o projeto foi apresentado, os empresários querem saber o modelo de entrada no projeto. O professor Marco Aurelio sugeriu que, nas sugestões para o texto do convênio, os conselheiros pensem em modelos para que parceiros das empresas e instituições que queriam participar do HIDS possam fazer isso imediatamente. Ele também relatou uma apresentação do HIDS para uma empresa (de propriedade de um israelense) chamada “Comemos”, que tem como foco de atuação combater o desperdício de alimentos. Foi feita uma conexão dessa empresa com a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, que sugeriu desenvolver projetos voltados para a cadeia de produção de alimentos em uma área da Fazenda Argentina, que poderia ser um laboratório vivo para reproduzir todas as fases da cadeia de produção, buscando a redução de desperdício. Outras empresas e instituições, como a Embrapa, também poderiam participar de um projeto como esse. Esse convênio tem que viabilizar isso: a possibilidade de fazer parcerias onde diversos atores – públicos e privados – possam participar. Em relação ao corpo de bombeiros, Marco Aurelio contou que ele tem interesse em ter uma estrutura de hidrantes abastecida com água de reuso e em ter nessa sede, instalada no território do HIDS, uma escola ligada à Unicamp.

O assessor executivo do CPQD, Júlio Martorano, tomou a palavra para falar sobre financiamento. Ele explicou que o BNDES tem financiado projetos de IoT, nas áreas de segurança, defesa civil, em parceria com prefeituras, como a de Campinas. Esses projetos têm como característica ter um conjunto de várias empresas trabalhando em torno de um tema, a partir de uma chamada do BNDES, tendo como base o Plano Nacional da Internet das Coisas, elaborado em conjunto com a sociedade.

Marcelo Knobel respondeu que esse modelo poderá ser usado no HIDS, mas de maneira cuidadosa, em projetos-piloto, mas que ainda é prematuro estabelecer muitos projetos nesse momento. Ele afirmou que hoje o mais importante é estabelecer bases sólidas do projeto.

O assessor executivo da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de S. Paulo, Américo Sakamoto, pediu a palavra. Ele afirmou que o conceito do HIDS tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, bem como do Governador, desde que eles conheceram o projeto e que esse apoio se concretizou, por exemplo, na assinatura da carta que foi enviada para o BID. Ele ressaltou que a secretária Patricia Ellen e o coordenador de desenvolvimento de programas na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Marcos Vinícius Souza, conhecem muito bem o projeto e que já foram feitas várias sugestões. Sakamoto também afirmou que Marcos Vinícius é um bom nome para ser uma ponte entre a Secretaria de Desenvolvimento e o HIDS pela sua larga experiência e conhecimento sobre a Lei de Inovação e sobre sistemas de parques tecnológicos. Ele trabalhou intensamente na formulação do IPT Open. Em relação ao master plan, ele afirmou que não acredita que haverá dificuldade de ter o apoio da cidade porque isso será uma grife para a cidade de Campinas, de modo que o prefeito não vai ser contra um projeto como esse. Ele apontou, ainda, que o atraso na proposição de uma lei nova de zoneamento é positivo e que a elaboração do master plan deveria avançar rapidamente para conseguir induzir o conteúdo da Lei. Ele sugeriu que o grupo de trabalho do master plan construa uma maquete para facilitar o entendimento do projeto pelo público mais amplo. A parte jurídica, a despeito de sua complexidade, também precisa ser agilizada porque isso vai viabilizar a entrada dos primeiros parceiros. Isso precisa ser bem construído para não criar falsas expectativas, especialmente no caso das empresas multinacionais que dependem da aprovação das suas matrizes. Em relação à minuta de convênio de criação do HIDS, Sakamoto disse que considerou o texto bem elaborado. Como no convênio em si, como não há repasse de recurso, não haverá necessidade de ele ser aprovado nos níveis mais altos da Secretaria e, por isso, deve haver um encaminhamento mais rápido. Ele apontou, no entanto, que o artigo que determina que os projetos de lei sejam enviados em 30 dias são problemáticos porque a Secretaria não tem essa autonomia. Ele afirmou que o documento será encaminhado ao departamento jurídico da Secretaria. Sobre isso, Marcelo Knobel sugeriu que o texto do convênio seja abrangente e genérico, apenas com uma estrutura básica. Os detalhes podem estar futuramente em um regimento.

André von Zuben pediu a palavra para afirmar que valeria a pena tentar uma conversa com o governador sobre o HIDS.

Marcelo Knobel respondeu que ele está tentando uma agenda com o governador por meio da secretária de desenvolvimento, Patricia Ellen, e do vice-governador, Rodrigo Garcia.

O professor Josué Mastrodi, da PUC-Campinas, pediu a palavra para reforçar que a ideia do convênio é criar condições para que todos os atores possam iniciar projetos imediatamente já com o selo HIDS, criando um caldo cultural e institucional entre os parceiros que permita, mais à frente, que tanto a Prefeitura e o Governo do Estado possam lidar com algo consolidado e maduro.

O reitor da Unicamp retomou a palavra e sugeriu assinar o convênio em uma solenidade com a presença do governador em fevereiro ou março.

O presidente da Cariba, Franklin Gindler, sugeriu criar um cronograma para acompanhamento desses processos.

Marcelo Knobel sugeriu, então, o prazo de 15 de janeiro para os conselheiros enviarem as sugestões da minuta do convênio para o professor Josué Mastrodi e, no mês de fevereiro, estabelecer a data para assinatura do convênio.

O professor Marco Aurelio tomou a palavra para lembrar que os conselheiros receberiam um convite convidando as instituições a enviarem representantes para trabalharem juntos aos grupos de trabalho das seis componentes do HIDS, cujas atividades deverão ser retomadas a partir da segunda semana de fevereiro.

Marcelo Knobel, então, agradeceu a presença de todos e passou a palavra para o reitor da PUC-Campinas.

O professor Germano Rigacci destacou o bom resultado do projeto até aquele ponto, com a construção do convênio, e que isso era importante ao criar a expectativa do projeto se consolidar no prazo esperado. Ele também agradeceu a presença dos conselheiros e demais convidados.

Pelo reitor da Unicamp foi informado que a próxima reunião estava prevista para acontecer em um prazo máximo de dois meses em local e hora futuramente informados.

O presidente do Instituto Eldorado, Roberto Soboll e a chefe geral da Embrapa, Silvia Massruhá, se ofereceram para sediar a terceira reunião. Em nada mais havendo por informar, o reitor da PUC-Campinas deu por encerrada a Segunda Reunião Ordinária do Conselho Consultivo Fundador do HIDS. Não havendo mais nada, eu, Patrícia Mariuzzo, redigi e finalizo a presenta ata.

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